Barra da Ilha

onde tudo pode acontecer

8

de
dezembro

SALVE, IMACULADA CONCEIÇÃO!

Agora, lábios meus

dizei e anunciai

os grandes louvores

da Virgem Soberana

livrai-me do inimigo com o vosso valor.

Glória seja ao pai

ao filho, ao amor também

que é um só Deus

em pessoas três

agora e sempre

e sem fim. Amém.

Estrela da manhã

Deus vos salve cheia

de graça divina

formosa louça.

Dai pressa, Senhora

em favor do mundo

pois, vos reconhece

como defensora…

é HOJE, dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Macau.

Bate em meu peito uma saudade do sino tocando bem cedo, cadenciado. Ouço ainda, a furiosa percorrendo as ruas ao som do dobrado ‘Dois Corações’. Os foguetões. A fila dos meninos e meninas em trajes brancos para a primeira comunhão. Vejo Sávio de Afonso Solino. À frente, Padre Natal, o italiano, rigoroso, a nos cobrar todos os pecados.

A figura do meu pai aparece, em seu terno surrado, verde oceano um tanto desbotado. Suava em bicas, segurando o castiçal.

A minha mãe, silenciosa e meiga, a conduzir seus catequizados rumo ao altar.

Eu, apenas um anjo, vestida de azul, que criou asas, perdeu a pureza e daria tudo para voltar ao ninho da infância na Ilha de Sal.

Arquivado em: Sem categoria I

7 Comentários »

  1. Comentário por Jôsy — 8 de dezembro de 2006 (10:26)

    E viva Nossa Senhora da Conceição!!!
    Bom fim de semana fofa!
    Bjão!

  2. Comentário por subhadro — 9 de dezembro de 2006 (8:06)

    VIVA!!!

  3. Comentário por Haroldo Martins — 10 de dezembro de 2006 (15:02)

    Valeu, garota!!!!!! Assim não tem quem aguente as emoções, são fortes demais!!!!!! Um cheiro.

  4. Comentário por Haroldo Martins — 10 de dezembro de 2006 (15:03)

    Valeu, garota!!!!!! Assim não tem quem aguente as emoções, são fortes demais!!!!!! Um cheiro.

  5. Comentário por ana luiza — 11 de dezembro de 2006 (15:52)

    valeu mesmo, na procissão estava tudo como voce descreveu mudava apenas as pessoas,mas a emoção era a mesma.senti sua falta. um abraço.

  6. Comentário por Francisco Antonio dos Santos Neto — 11 de janeiro de 2007 (14:14)

    Desde criança eu freqüentava a prefeitura de Macau. Ainda me lembro quando Zé Oliveira assumiu o lugar de seu Albino, naquele que veio a ser o primeiro caso de impeachment do RN. Depois veio João Batista do Carmo, solteiro, festeiro e muito amigo do meu pai. Joãozinho era um doce de pessoa e de uma elegância ímpar. Brigado com Zé Oliveira, Joãozinho lançou a candidatura de José Horácio de Góis, que tinha como candidato a vice, José Dutra de Almeida Lira, o famoso Dr. Dutra. Com a ajuda de Barreiras e Diogo Lopes, Zé Oliveira foi eleito com 399 votos de maioria. Passados 4 anos, veio o dilema da sucessão e em uma das mais disputadas eleições que Macau já viu, Zé Oliveira elegeu o jovem professor e seu secretário de obras Cledionor Francisco de Mendonça, o Kidinho. Zé Oliveria voltou a Prefeitura mais uma vez em 1982 e, infelizmente, Elegeu Afonso Lemos seu sucessor. Macau foi ao fundo do poço e só se recuperou com a eleição de José Antonio Menezes. Eu pensava que, por um processo de seleção natural, o povo continuasse a escolher bem os dirigentes da ilha. Ledo engano. Chego em Macau( em janeiro de 2006) trinta anos depois da eleição de Kidinho e quem é o prefeito? quem? um tal de Zé Filho. E hoje? quem é? Meu Deus! Política é isso. Os Gregos inventaram a democracia, os brasileiros a sexta-básica e os macauenses as carradas de tijolo, telha, areia, dentaduras e até ligação de trompas. Mas isso vem de muito tempo. Seu Venâncio Zacarias de Araújo, saudoso ex-prefeito, recebeu em sua casa um senhora pedindo uma ajuda para concluir sua casa que estava construindo no Porto e ele disse: “Minha senhora, vá para casa, levante os quartos que eu mando-lhe a madeira”. Vamos aguardar as próximas eleições.
    Toinho, Porto Alegre, RS

  7. Comentário por Sandro Pinto — 12 de janeiro de 2007 (13:04)

    Regina, assim você acaba com os Macauenses saudosistas, vem lágrimas nos olhos e entalo na garganta ao lembrar dos seus Pais, pessoas carinhosas e meigas.
    Tenho muito forte na minha mente as figuras do seu Zé Guilherme e dona Rosarinho. Além é claro do Eugênio, Paulinho e Zé Anjo.
    Vez por outras me bate saudades do tempo de criança, quando Zé Anjo e eu brincavamos pelas ruas de Macau.

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