Barra da Ilha

onde tudo pode acontecer

Barra da Ilha

onde tudo pode acontecer
<  Setembro 2006  >
S T Q Q S S D
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30  
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2006

29.09.06

* SE O POVO ASSIM QUER, ASSIM MERECE *

Não mais pedirei desculpas pela falta de atualização do Blog. Compreendam, ele é mesmo assim, tão livre quanto eu busco ser, só sai quando bem entende. Por isso, é ‘Barra da Ilha”, a depender sempre dos ventos, das luas e das marés...



Por falar em marés, às vésperas da grande eleição, a desesperança insiste em pairar sobre os nossos sonhos. Não há mais sinais de alegria na multidão, nem militância fiel nas esquinas. Bandeiras esmaecidas tremulam à custa de alguns trocados. Candidatos desfigurados. Eleitores confusos. Pesquisas manipuladas. Farsa. Mentiras ao vento. Votar sem tesão. Desengano.

Notícias da Ilha indicam que no dia 1º de outubro irá se repetir a lei do MANDA QUEM TÁ MANDANDO. O poder econômico, outra vez definirá a eleição. Envio recomendação ao nosso amado Imperador, Bena I, o Incorruptível: Deixa! Se o povo, em sua maioria, que tem no voto o poderoso instrumento para mudar essa regra, assim permite, assim merece. Se a justiça eleitoral na comarca, por sua vez, entende que os desmandos são muito ‘subjetivos’, o que mais podemos fazer? Reclamar ao Bispo?

Relaxe Imperador. Lance esse generoso olhar sobre o vosso vasto e bem arborizado Império, onde nenhum incréu pode meter a mão, ou o pé, sem a vossa magnânima permissão. E aproveite bem o feriado para semear as mudas de Pau-Brasil que, segundo soube, acabou de receber de mãos sempre honradas e bem intencionadas.

Enquanto isso, lépida e fagueira, irei tomar posse na Sesmaria que me foi destinada lá pras bandas do Oco da Cobra.

  • criado por  reginabarros55 criado por reginabarros55
  • Postado em 19:44:23

22.09.06

MACAU VIROU NOTÍCIA

DEU NO BLOG www.thaisagalvão.com.br

Prefeito de Macau antecipa distribuição de camisas verdes para evitar punição por crime eleitoral



O prefeito de Macau, Flávio Veras, que já teve o mandato cassado uma vez, mas recorreu ao TSE e conseguiu reassumir, está doidinho para ser cassado de novo.



Amanhã, dia da Árvore, o prefeito que apóia Garibaldi vai botar 3 trios elétricos nas ruas, distribuir mudas de árvores, e...pasmem!

Duas mil camisetas verdes!



Flávio, que numa ação nada ecológica, já mandou derrubar árvores históricas de Macau, surge agora como defensor da natureza.



Há quem diga que as camisetas distribuídas amanhã, todas na cor verde-Garibaldi, serão para que os eleitores usem no dia da votação.



Um processo ainda a ser julgado no TRE pede a nova cassação do prefeito de Macau.



Escrito por thaisagalvao às 15h03

Deu no www.blogdodiógenes.com.br

21 de setembro de 2006
Flávio Veras aproveita o dia da árvore e manda distribuir camisetas verdes


Esse negócio de distribuir camisetas às vésperas da eleição estadual ainda vai dar o que falar. Em Macau, sob o pretexto do Dia da Árvore, comemorado hoje, o prefeito Flávio Veras mandou distribuir mais de três mil camisetas "verdes".

Veras não é ecologista, nem tampouco está filiado ao PV - Partido Verde. Ele é do PP.

Mas apóia Garibaldi Filho (PMDB), cuja cor de campanha, coincidentemente, é o verde.

Pois é, não é só a coligação de Wilma que manda confeccionar camisetas em véspera de eleição. O exército da governadora vai se vestir de vermelho.

Enviado por Diógenes Dantas às 10h03min

DEU NO JORNAL DE HOJE - COLUNA ELIANA LIMA


Eliana Lima
eliima@uol.com.br

Mãe...

Macau está mesmo uma graça...
Depois de mandar arrancar árvores dos principais pontos da cidade, o prefeito Flávio Veras comanda hoje uma "AGENDA POSITIVA" - está assim mesmo no convite com letras na cor verde enviado por ele ao povo - para festejar o Dia da Árvore.
E distribuiu milhares de camisetas verdes e mudas para serem plantadas, com trio elétrico nas ruas, três bandas tocando e anunciando que terá também show da Harmonia do Samba.
Dispensou os alunos das escolas...está dando ordem de serviço a várias obras, visitando obras, formalizando contratos para construção de casas em comunidades paupérrimas...

...Joana
Diante do "banho verde", tal qual o verde-bacurau do candidato de Veras ao governo, Garibaldi Filho, o PSB entrou ontem com um pedido de impedimento do evento, mas até hoje pela manhã não havia obtido resposta.
Para se ter idéia, ao seu grande opositor na cidade, o professor Benito Barros, o prefeito enviou um convite com uma camiseta verde anexada.
E estão questionando a falta de ação da promotoria na cidade...



  • criado por  reginabarros55 criado por reginabarros55
  • Postado em 19:30:27

06.09.06

* BRAVA GENTE BRASILEIRA *

Dia 7 de Setembro de Um Ano Qualquer

Feliz de Nossas Vidas

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.


Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

(o Imperador omitiu, mas eu conto)

O infante, de óculos moderníssimos, no centro da primeira fila, garbosamente, é o nobre irmão do Imperador, que, no último dia 05, completou 51 aninhos.

Viva o irmão do Imperador !!!

(que nunca deu trabalho numa sala-de-aula)

  • criado por  reginabarros55 criado por reginabarros55
  • Postado em 11:18:53

04.09.06

* QUEM ACREDITA, LEVANTE O BRAÇO! *

O POTI - Edição de domingo, 03 de setembro de 2006

Hora da fênix voar

José Carlos Silva/Arquivo DN

Com fechamento de unidade de barrilha no rj, alcanorte tem nova, e talvez última, chance de sair do papel

‘‘O sucessor do meu sucessor vai governar um estado rico. E este projeto será a base dessa riqueza’’. A frase, do saudoso Tarcísio Maia, foi dita em meados dos anos 70, quando o então governador do estado acreditava, firmemente, que o projeto de utilização do conjunto de riquezas naturais existentes na região de Macau seria a principal força-motriz do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. Começava a surgir ali o embrião da Alcanorte, uma fábrica que, utilizando o sal, o calcário e a energia abundante e barata do gás natural seria capaz de produzir barrilha - um dos mais valorizados insumos da indústria química mundial, base para a indústria do vidro - por preços tão competitivos que seria capaz de dominar o mercado nacional do insumo. Desde então, já se passaram mais de trinta anos e a sonhada fábrica ainda não passa de um sonho acalentado pelos potiguares e que já chegou a ser dado como definitivamente sepultado.

No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem de O Poti garantem: estamos vivendo agora mais um, talvez o último, momento propício para o ressurgimento da Alcanorte. O fechamento da unidade de barrilha que a Companhia Nacional de Álcalis (CNA) mantinha em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, anunciado no início de agosto, deixou o mercado nacional órfão da barrilha produzida em solo brasileiro. Hoje, o consumo de barrilha no país é da ordem de 750 mil toneladas por ano. Desse total, 250 mil toneladas vinham da unidade carioca. As 500 mil toneladas restantes eram importadas.

E todos os detalhes concorrem para mostrar que a Alcanorte é a melhor e mais forte candidata à preencher esta lacuna deixada no mercado nacional com o fechamento da CNA. O principal deles é o fato de que a CNA fechou suas portas por não ter mais condições de produzir barrilha por um preço competitivo, e nem podia.

Para fazer barrilha, a fábrica fluminense recebia calcário de Minas Gerais e sal do Rio Grande do Norte. Em Macau, onde está iniciada a Alcanorte, o calcário e o sal estão, por assim dizer, ‘‘na porta da fábrica’’. E é justamente por isso que a unidade potiguar chegou a ser alvo até mesmo ameaças de dumping internacional (veja box).

Entre os muitos pontos positivos de uma eventual retomada da fábrica de barrilha de Macau dois se destacam. O primeiro deles é que os cerca de US$ 306 milhões investidos na estrutura que está pronta (boa parte deles provenientes dos cofres públicos, através de financiamentos e refinanciamentos de linhas como o Finor) não iriam para o ralo.

O segundo é que a fábrica teria o poder de gerar emprego e renda na região de Macau que transformaria a face econômica daquela parte do estado. Seriam cerca de 3 mil empregos entre diretos e indiretos, segundo estimativas.

Barreiras

Mas, para ser retomada, mesmo diante de todo o cenário amplamente favorável, a Alcanorte ainda teria que transpor algumas barreiras. A primeira seria com a própria Companhia de Álcalis - que é, diga-se de passagem, a detentora do controle da Alcanorte. A empresa precisaria ser chamada para as negociações que envolveriam, dois tópicos principais: a renegociação das dívidas da indústria potiguar (que hoje somam cerca de US$ 160 milhões) e os entendimentos com os fornecedores internacionais que teriam o poder de brecar a barrilha potiguar no mercado nacional, por exemplo, praticando dumping.





  • criado por  reginabarros55 criado por reginabarros55
  • Postado em 20:20:37

03.09.06

* SINCERAMENTE, EU SINTO MUITO... *

JORNAL DE FATO - domingo, 03 de setembro de 2006

Prosa & Verso - Crispiniano Neto


Chico Paraíba na cultura:
Macau não merece...
Estive em Macau durante a passagem da caravana em que a governadora Wilma de Faria e o senador Fernando Bezerra fizeram um arrastão de virada no Vale do Açu, passando em Porto do Mangue, Carnaubais, Alto do Rodrigues e Macau. Antes de a caravana chegar, fui com Ruy pereira a uma lanchonete chamada "Lugá Legal", que é de um bom gosto impressionante, tanto na decoração quanto nas iguarias que serve e no atendimento competente e gentil. Eu, Ruy Pereira e meu irmão Ireno Lima ficamos impressionados com o embelezamento que a cidade agregou nos últimos tempos deixando de ter aquela imagem de cidade feia e suja para uma face agradável, leve e fagueira, com gosto de galope à beira-mar. Impressionaram-nos naquela praça, crianças depois das 22 horas brincando e passeando de bicicleta sob os cuidados dos pais, numa imagem gostosa que contrasta com a visão apocalíptica de uma São Paulo sob o comando do PCC ou mesmo de uma Macau que no governo passado teve três bancos assaltados no mesmo dia. Quando a caravana chegou, fomos para o carro e tivemos que atravessar a praça, passando à margem do conjunto de mesas de uma pizzaria também muito interessante, onde bastante gente pacata, ordeira e divertida curtia a noite fresca com cheiro de mar e prazer. Na travessia da praça, encontramos Luizinho Cavalcanti, ex-prefeito de Carnaubais, hoje responsável pelo Programa do Leite, em todo o Rio Grande do Norte. Depois de um discurso histórico em Carnaubais, relaxava acompanhado de esposa, filho, filha e amigos. Acabara de pedir uma pizza quando um vizinho de mesa começou a agredir a governadora com palavras de baixo calão. Disparava pela boca suja a podridão da própria alma e olhava para Luizinho e ria seu sorriso de hiena e chacal. Sentindo-se desconfortável, Luizinho educadamente chamou a garçonete e pediu a conta para se retirar da proximidade de companhia tão desagradável. Nesse momento estávamos passando. Senti que o clima estava pesado e fui ficando em solidariedade a Luizinho, que conheço há quase trinta anos. Desde os tempos de Pastoral da Juventude e de fundação do PT e, principalmente, dos tempos duros e secos em que sofremos demais tentando organizar os colonos da Serra do Mel numa cooperativa da qual recuperamos a fábrica de sucos trazendo a Maguary para gerar 150 empregos e comprar o caju que se perdia. Eu era gerente e ele, secretário da Coopermel, naqueles tempos do plano Cruzado. Ruy Pereira, de longe me pedia pressa. Respondi que só sairia dali depois que Luizinho saísse com sua família. O ignorantão. De nome "artístico" Chico Paraíba, passou a me agredir perguntando se eu era "babão" de Luizinho. Respondi-lhe que não precisava me identificar a alguém tão insignificante quanto ele, mas que ele podia ter certeza de que eu não sou um imbecil chapado da marca dele. O idiota meteu-se a valente. Gritava histericamente, mas com o cuidado de se deixar agarrar pelos seus educados colegas de mesa. Tentou levantar-se e tive que dizer-lhe que se tivesse o atrevimento de se aproximar um metro de mim levaria uma surra que jamais esqueceria. O covardão fazia que vinha, mas não vinha. E passei a qualificá-lo dentro dos limites da verdade: moleque, cafajeste, beberrão cretino e boca podre. Currículo que uma banda da cidade me confirmou nas duas horas em que ainda fiquei na querida Macau. Estupefato fiquei quando soube que o pústula é secretário de Cultura de Macau.
Ainda Chico Paraíba
Depois de trinta anos de vida dedicados à cultura como escritor, professor, poeta, jornalista, dramaturgo, membro da Comissão Estadual da Lei Câmara Cascudo por cinco anos, membro do Conselho Diretor da Fundação José Augusto por quatro anos, membro do Conselho Municipal de Cultura de Mossoró por oito anos e da Academia Mossoroense de Letras, além de estar praticamente eleito membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com posse sendo agendada para fevereiro próximo, isso depois de estar vindo de duas palestras que ministrei no Congresso Brasileiro de Folclore, fiquei sem entender o que é que se considera cultura na gostosa cidade de Macau.

Ainda Chico Paraíba II
E fui passando pela memória um filme. Lembrei que há poucos anos como conselheiro da Lei Câmara Cascudo, analisei e aprovei o projeto de um teatro excelente para Macau, tive o meu parecer aprovado por unanimidade e a obra de 430 mil reais foi patrocinada pela Lei Câmara Cascudo. Lembrei que também foi um parecer meu que aprovou o fantástico Rancho Cultural de Subhadro e que também foi financiado pela Petrobras, no valor de 700 mil reais. Que ministrei um curso de teatro há poucos meses dentro da programação do Festuern do qual fui coordenador artístico e conheci gente fantástica da vida educacional e artística de Macau, inclusive Tião Maia, ator, autor, diretor de teatro e músico. Lembrei que em 1991 fiz uma pós-graduação em Leitura e Produção de Textos e tinha como colegas pelo menos três ou quatro professores de Macau, gente excelente, que convivi com um militante e poeta como o histórico Floriano Cavalcanti.

Ainda Chico Paraíba III
Se tudo aquilo ainda era pouco, me veio à lembrança que aquela era a terra onde José Mauro Vasconcelos morou, trabalhou e escreveu seu melhor romance, Barro Blanco, contando a vida e a luta dos homens do sal e do mar. Lembrei que ali trabalhou Francisco Menescal, pai de Roberto Menescal que, ainda criança, bebeu inspiração nas ondas do mar macauense para depois tornar-se um dos mais importantes músicos da Bossa Nova, tendo sido líder da Banda de Elis Regina por dez anos, que ali nascera Hianto de Almeida, um dos príncipes da Bossa Nova, amigo de Tom Jobim, Vinícius de Morais e João Gilberto. Hianto, aquele fez Mulher do ôi azul, em parceria com Chico Anísio e a viu ser gravada por Orlando Silva com arranjos de Tom Jobim. Lembrei que aquela é a terra que viu nascer Nazareno de Brito, que foi parceiro de Pena Branca e irmão de Gilson, autor de Casinha Branca.

Ainda Chico Paraíba IV
Lembrei que Macau é o berço de Antônio José Madureira, um dos próceres do Movimento Armorial, tendo a mesma importância na música que Ariano Suassuna tem na Literatura. Antonio é irmão de Antúlio Madureira, um dos maiores músicos do Brasil, os dois são netos de Tonheca Dantas e contraparentes de Mirabeau Dantas, ex-presidente do sindicato dos músicos do Rio de Janeiro, que nasceu em Areia Branca, sentindo o cheiro da maresia de Macau. Lembrei que Macau deu à luz, nada menos que Waldemar de Almeida, nome do instituto de música da Fundação José Augusto, um erudito de elevadíssimo nível e pai de Cursy de Almeida, "tampa de crush" nas rodas de música clássica. Lembrei também que Macau é a terra Haroldo de Almeida, irmão de Hianto e que nos anos 50 abalou o Rio de janeiro cantando na noite, disputando, em pé de igualdade com Orlando Silva e outras feras da música brasileira. Sim. Lembrei também de Manuel Rodrigues de Melo e Américo Oliveira Costa, cuja cadeira tenho a honra de assumir na Academia de Letras.

Ainda Chico Paraíba V
Lembrei que naquela cidade em 1988 foi fundado um movimento cultural e literário denominado ICEC - Imperial Casa Editora da Casqueira, sob a liderança do sociólogo, poeta e escritor Benito Maia Barros e que já lançou mais de 15 livros, entre prosa, contos, poesias e história, se constituindo num dos maiores movimentos literários do Rio Grande do Norte. Nas paredes da memória me vieram nomes de poetas e escritores macauenses, como: Vicente Serejo, uma pena de ouro cravada de brilhantes, como me dizzia Canindé Queiroz, Gilberto Avelino (nas cido em Assu, mas radicado em Macau, João Vicente Barbalho, Alfredo Neves mineiro de Teófilo Otoni que exerceu sua intelectualidade ao cheio das salinas, Getúlio Moura, Benito Maia Barros, João de Aquino, Sebastião Maia, meu amigo Tião Maia e Horácio Paiva, dentre outros.



  • criado por  reginabarros55 criado por reginabarros55
  • Postado em 20:16:05