16
de
agosto
* RAIVAS E IMPACIÊNCIAS *
Sou, confesso, provinciana incurável.
Alguns dias de férias, e, para desespero de alguns,  não penso em outro destino: Macau.
Quando transponho a lombada de João Grelô, no seu velho Bar Verdes Mares, sinto-me em porto seguro.
Ao ver o moinho, cercado de garças e água de grau, canto os versos do poeta Gilberto: “esta é a terra que amo, de rio em preamar sereno…”. Este é o meu ritual de retorno à terra amada, sempre.
E no último mês de julho, não foi diferente. Passei uns vinte dias andando livre, leve e solta pelas ruas da cidade. Revi amigos. Assisti missa, me ajoelhei, rezei, pedi perdão.
No silêncio do Templo, sozinha, numa hora mágica, parecia ouvir a voz já cansada de Monsenhor Honório a repetir numa confissão: “raivas e impaciências, raivas e impaciências…”, para uma menina, contrita, à espera da absolvição.
Pequei, outra vez, Monsenhor. Pois, eis que foi impossÃvel ter paciência e não sentir raiva com os desmandos que estão acontecendo em nossa Ilha.



Comentário por Benito — 17 de agosto de 2006 (6:08)
Se desse pecado morrêssemos, já não estarÃamos TODOS os verdadeiros macauenses já pretinhos da silva no inferno?
Comentário por Vargas — 17 de agosto de 2006 (7:48)
Essa é a Regina que amo… Ao mesmo tempo, cheia de amor prá dar, danada de raiva e impaciente!
Comentário por ana luiza — 19 de agosto de 2006 (22:15)
ei amiga e se voce estivese na festa de nossa sra.dos navegantes,que praticamente não houve procissão maritima porque não tinhamos colete ai sim vocde teria uma penitencia dobrada do monsenhor
porque como diz Benito nos macauenses verdadeiros ja estamos pretinho,pretim