Barra da Ilha

onde tudo pode acontecer

25

de
junho

* SEMPRE ALERTA *

ENQUANTO AS FOGUEIRAS JUNINAS ARDEM,

É TEMPO DE HOMENAGEAR PADRE JOÃO PENHA.

Padre Penha,

Por ocasião da celebração do seu jubileu sacerdotal, venho dar este depoimento que, para os mais novos são informações e, para os mais antigos, recordações.

Nas décadas de 50 e 60, Macau era uma cidade operária onde a indústria salineira (produção, extração e transporte marítimo do sal) proporcionava trabalho para a população local e regional, em que os trabalhadores ganhavam razoavelmente bem, suficiente para sustentar suas famílias. Quando se aposentavam eram substituídos pelos filhos. O trabalho era braçal, e praticamente não havia a necessidade de saber ler nem escrever.

Foi nessa época que o senhor chegou à terra das salinas e passou a trabalhar numa visão nova, despertando o interesse pela educação, na perspectiva de um futuro melhor.

Com esse objetivo, conquistou a sociedade local e realizou duas grandes construções; uma, foi o Ginásio Nossa Senhora da Conceição. A outra, de maior importância, foi "criar" um ambiente educacional na cidade. Macau tornou-se um grande centro de educação regional, educando e formando a juventude com eficiência.

Muitos jovens eram atraídos pela aventura do escotismo e daí encaminhados para receber educação e formação. Era um centro tão importante que a cidade abrigava a casa do estudante, pertencente ao ginásio, com mais de cinqüenta jovens de uns dez municípios da região em torno de Macau.

Outra iniciativa foi a criação do conjunto musical Sempre Alerta, que fez grande sucesso, elevando o nome da cidade em todo o Rio Grande do Norte e região Nordeste, apresentando os artistas do conjunto como escoteiros e alunos do Ginásio Nossa Senhora da Conceição.

A festa junina, ou o São João do ginásio do Padre, movimentava com grande participação não apenas a cidade, mas toda a região em torno de Macau.

Não conheci as circunstâncias que o tiraram de Macau, mas a sua saída deixou um grande vazio. A cidade sentiu muito a sua falta.

Quem nos conhece, bem sabe que a nossa ligação pessoal não era das mais fortes, como a de muitos jovens da época. Porém , tenho a satisfação de sentir-me fruto do ambiente educacional que o senhor criou.

Nesta oportunidade em que Macau lhe homenageia, venho expressar meu reconhecimento e gratidão pessoal. Mais feliz ainda em poder dizer que meus filhos, por extensão, também assimilaram esta boa influência educacional.

Padre Penha, o senhor é um Educador. Parabéns.

Antonio Gerôncio

(Ex-aluno)

Divido com todos esta carta que me foi entregue por Antonio Gerôncio há algum tempo, e que já merecia ter sido publicada. 

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1 Comentário »

  1. Comentário por Gonzaga — 29 de junho de 2006 (19:59)

    Precisamos mesmo de resgatar nossa Macau. Precisamos de fazer alguma coisa! Agora está faltando até merenda nas escolas. Precisamos de uma revolução de consciência no povo de nossa cidade.

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