Barra da Ilha

onde tudo pode acontecer

17

de
maio

* CONVITE *

Arautos da deputada Fátima Bezerra enviam esse convite, dizendo que ela recomenda  que deseja vê-lo se espalhando pelo Império da Casqueira, com paradas na Barra da Ilha, passando pela Paraíso e chegando ao Ôco da Cobra.

Se mamãe deixar, eu vou.

16

de
maio

* MACAU TÁ FORA!!! *

O Partido Progressista (PP), que ontem (segunda-feira), ocupou nacionalmente os canais de televisão,  preferiu deixar Macau de fora do seu horário eleitoral. O programa procurou mostrar alguns ‘bons’ exemplos de administrações ‘progressistas’ pelo RN afora, a prefeitura macauense, comandada pelo PP, simplesmente não apareceu. Por quê será???

15

de
maio

* NATAL TAMBÉM TEM SEUS ENCANTOS… *

Suburbana inveterada que sou, chegada a uma beira de maré para jogar conversa fora beliscando um peixe frito, nos últimos tempos, raramente me arrisco nas noites natalenses. Embalde, a brilhante iniciativa da Princesa Isabel. Cá na Vila, os tempos são de chicote e senzala.

Além do mais, como diz o senador Chiquinho Gama, meu passe parece que só é verdadeiramente livre nas searas de Djane, Maria Galêga ou Chico Pé de Bola. Que inveja de Giovana!

No entanto, às vezes, graças as más influências e ótimas companhias, fujo do castelo e visito as redondezas. Percebo, então, que Natal também tem seus encantos…e que às vezes vale a pena arriscar, quiça, um pelourinho.

Cleudo e Valéria Oliveira, dividindo o palco do Veleiros, em Ponta Negra. Demais!!!

Ângela Castro, Luis Gadelha, Khrystal, Simona Talma e Valéria Oliveira, encerrando a temporada do Show Retrovisor, no veleiros. Essa turma está muito boa e eu recomendo.

 Valéria Oliveira está cada vez melhor. Quem ainda não viu, pode conferir, o CD Imbalança, entre outros, é um show. E eu não estou ganhando comissão.

14

de
maio

* NOS PORÕES DA ALMA *

Há muitos porões na alma de uma mulher de 50 anos.

Alguns são tão secretos que as chaves, enferrujadas, já foram jogadas fora.

Ao longo da vida, no entanto, involuntariamente,

as sombras que lá residem às vezes vazam,

ofuscando a luz que brilha à flor do lago.

Isso provoca dor.

E, por instinto, sufocamos tudo que nos faz sofrer.

Fugimos das trevas.

Evitamos o confronto.

Ficamos, comodamente, na superfície.

Quando decidimos mergulhar em nós mesmos,

os velhos porões são revisitados.

Não sabemos o que vamos encontrar lá embaixo.

Traças. Fungos. Insetos. Espinhos. Dragões.

Estou em processo. Ando em busca de mim e peço calma.

 Atenção.

Compreensão.

O amor deve se manter acima de meteoros ou grãos de areia.

Nesse momento, é temerário cutucar os dragões,

seja com vara longa ou muito curta.

12

de
maio

* SERÁ QUE O POVO MERECE? *

 

Cada vez que fico indignada, diante de injustiças, violência ou mal uso do patrimônio público, por exemplo, inevitavelmente, sinto crescer a vontade de reagir, e fazer algo. A militante renasce por instantes e penso em tomar providências, denunciar ou coisa que o valha.

Depois, olho o caminho já percorrido, dou um suspiro profundo, invoco os mandamentos do zen, faço dez respirações completas, queimo um incenso de rosa amarila e entro em breve meditação.

Quando volto, a quietude tomou conta outra vez da minha alma. Então, me ponho a pensar serenamente. Devemos ser responsáveis e arcar com as consequências das escolhas (certas e erradas) que fazemos ao longo da existência sobre a Terra. É assim que costumo agir com a minha própria vida. Então, será que o povo tem mesmo o governo que merece???

O povo de Macau, iludido ou não, fez recentemente uma escolha e deverá pagar um alto preço por ela. Vejo com tristeza, uma acomodação passiva tomando conta das pessoas que, ou fazem vista grossa diante dos absurdos ou silenciam para não se comprometerem, enquanto esperam que alguém, de preferência os ‘perigosos’ de sempre, ‘comprem a briga’, ‘botem a boca no trombone’, levem o caso aos tribunais ou às páginas dos jornais.

Quero viver duzentos anos, se Deus permitir, sem perder nunca a capacidade de me indignar, reagir, protestar, reivindicar. No entanto, para salvar nossa Ilha dos perigos que se avizinham, é necessário muito mais do que a boa intenção em denunciar nas estreitas linhas de um simples e roto blog.

11

de
maio

* É GRAVE! GRAVÍSSIMO!!!

É PRECISO VER, PARA CRER

Notícias que chegam da Ilha, se não fossem acompanhadas pelas fotos, não daria para acreditar. O prefeito Flávio Vieira Veras, começa a dar evidentes sinais de que pretende, mesmo, misturar seus negócios empresariais com o patrimônio do povo de Macau.

Em acintoso desrespeito à ética, à população e aos poderes constituídos, ele acaba de transformar o pátio central do Centro Comercial Afonso Barros (antigo mercado público), numa espécie de depósito, ou filial, da sua loja de móveis e eletrodomésticos. Aonde isso vai parar???

ISSO É, SIMPLESMENTE, INCRÍVEL!!!

10

de
maio

* A BANCADA DA PRAÇA *

CARREGADO FEITO ALVACORA

A poderosa Marquesa da Praça, muito ela em seu trono, recebendo em audiência (e provavelmente dando um baile) um dos seus senadores, Haroldo de Geraldo de Cornélio.

 

 

Em meados dos anos 80, após longa temporada no Rio de Janeiro, boiou nas águas da Ilha uma das suas filhas mais ilustres (além de muito abusada): Djane Maciel, a neta de Chico Ourives.

Armou o circo na Praça da Conceição, onde, até hoje é sesmeira. Pelo jeito, vitalícia, apesar do temporário rompimento com Bena I, o Todo-Poderoso-Senhor-de-Todas-as-Terras-da-Casqueira.

Quando ainda gozava das boas graças do Imperador, a mal-afamada e ingrata viúva chegou a receber o honorífico título de ‘Marquesa da Praça’. Dela, nesta Barra da Ilha, certamente muito ainda teremos do que falar.

Na Ilha, o seu castelo é reconhecido como um ambiente de alta periculosidade. O seu poder de fogo (principalmente na língua) é temido pelos poderosos. Com anos de militância e esperteza, formou uma legião de ardorosos ’senadores’ que atuam com poderes legislativos e até judiciários: escreveu, não leu …

Diariamente a bancada se reúne em assembléias puramente ordinárias. Os temas são fortíssimos. Quem usa marca-passo ou sofre dos nervos, não pode nem passar na calçada.

Desde sábado, o Congresso da Praça está em luto oficial, decretado pela Marquesa, em homenagem ao líder peemedebista, Aluízio Alves, do qual, Djane foi Ala-Moça, na campanha de 60.

O Senador Chiquinho Gama, um dos mais antigos, respeitados e ‘comportadíssimos’, do Congresso da Praça, proferindo seu sereno e brilhante discurso no dia 1º de maio. 

Dona Rosarinho (minha mãe), me dando um ‘baile’ e me botando para casa ao me ver em ambiente tão carregado. "Minha filha, ouvindo essas conversas eu não posso nem comungar hoje", disse, injuriada.

O Visconde Bosco Afonso teve um ataque de risos com o tema proferido pelo brilhante senador Caetano de Niná.

10

de
maio

* MACAU TEM CADA UMA *

DEU NO SITE "DE SABOYA.COM’

Para morrer de rir

"Dorotéa Dantas, símbolo do bom astral, das boas energias de Macau, ataca, agora, de garota propaganda. Lá mesmo, na Cidade do Sal, na TV Litoral, afiliada da TV Senado, maior sucesso daquelas paragens.

O anúncio é de uma academia. E Dorotéa diz mais ou menos assim:

"Se você, nêga véia, está como eu - bucho quebrado, peito arriado, bunda tábua de pirulito e as pernas, vê os caniços de Mahatma Gandhi … seus problemas TER - MI - NA - RAM!!! Chegou em Pendências (cidade ali pertinho de Macau) a Training Center…"

O anúncio é super criativo. Engraçadíssimo! Na cidade, as pessoas param para assistir: um sucesso!

Aliás, se alguém quer fazer seu empreendimento aparecer … Dorotéa nele!!!"

10

de
maio

* AGUARDE CARTA *

Amigo Vargas, ainda não consegui botar no papel o meu sentimento (recheado de memórias) pelo grande líder Aluízio Alves. A manifestação popular excedeu todas as expectativas e, eu, (com faixa e tudo), participei, sim, da última carreata do cigano. Aguarde carta. Beijos.

7

de
maio

* uma canção de amor *

 

ENCANTAMENTO

Há quanto tempo estamos assim tão perto?

A ampulheta perdeu-se no salino deserto e começo a achar

que te encontrei há milênios.

Sinto que minha alma procurava a tua pelos séculos sem fim.

Um dia fui Águia.

Lembro que me jogava dos penhascos em busca dos teus negros olhos.

Quando a noite sem ti chegava, recolhia minhas asas e soluçava baixinho.

Certa vez, em minha insana busca, encontrei outro pássaro.

Flutuamos juntos e fiz com ele um ninho.

Meu coração, porém, inquieto, já era teu.

Onde estavas?

Cansada por te esperar, desisti de voar, virei peixe.

Percorri sete oceanos em busca da tua boca.

Nas manhãs ensolaradas, mergulhava em águas profundas para encontrar teu sorriso.

Lutei com dragões, serpentes, monstros marinhos. Segui golfinhos e me encantei com sereias.

À tardinha, quando o sol mergulhava no mar sem que eu te achasse, enlouquecida de dor eu murmurava.

Onde andavas? Onde estavas?

Séculos depois, quando enfim o príncipe das marés quebrou o encanto, fui transformada em Centauro. Nas noites de cio, meu lado selvagem, ensandecido, cavalgava em busca do teu cheiro.

Quando o sol nascia, virava gente e, envergonhada, me escondia do mundo no alto de uma colina.

Certo dia, quando nem mais esperava, te vi passar, devagar, na janela da noite.

Senti Frio.

Arrepio.

Um presságio.

Os teus olhos. A tua boca.  O teu cheiro. 

Desfez-se todo o mistério e o meu corpo explodiu em desejo.

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