28
de
abril
* Vamos deixar acontecer??? *
Falanges do Bem
Gilberto Avelino, meu saudoso poeta, costumava nos convocar para compor a poética ‘Falange do Bem’, para algum dia, se necessário, defender a nossa Ilha das forças do mal. Certa vez, chegamos até a nos reunir numa das salas do Cresm, quando, entre afagos e risos, tocamos nesse assunto. Se não me falha a memória (preciso encontrar essa foto), nesse encontro estavam presentes, além de Gilberto, os também poetas Horácio Paiva, Benito Barros, Getúlio Moura e, desprovida de igual talento, mas também movida pela paixão por Macau, eu, essa humilde vassala da Casqueira.
Pois bem, creio que está na hora da Falange entrar em ação. Estão acontecendo coisas muito estranhas em nossa Ilha de Sal. O que mais assusta no atual mandatário do município (contra o qual não tenho absolutamente nada de pessoal) é que ele parece não ouvir sequer, alguém de bom senso que o apoiou nas urnas. Porém, nesse instante, cabe principalmente a essas pessoas (filhos e filhas de Macau) que foram às ruas convencer ao povo que ele era a melhor opção, conter os seus temerários e corrosivos impulsos.
Por favor, Senhores e Senhoras, vocês que votaram nele, não se acanhem, façam parte da Falange e, sem assombro, digam ao prefeito que para ele criar um novo e maravilhoso Hospital Municipal não é necessário, absolutamente, matar por inanição a mais tradicional casa de parto da região salineira: a Maternidade José Varela. Que pertence, antes de tudo, ao povo desta cidade. Não permitam que nossos médicos, dentistas, analistas, e outros profissionais, filhos amados dessa comunidade, que com tanto sacrifício conquistaram seus diplomas e que hoje oferecem o seu trabalho digno e reconhecido ao Rio Grande do Norte, sejam hostilizados, desmoralizados e expulsos de sua própria Terra. E, assim, se puderem, fiquem em paz com suas consciências.
(Este texto também foi publicado na coluna Quatro Bocas do Jornal de Macau, edição de abril).
Esta cena, mães amamentando seus filhos récem-nascidos na tradicional Maternidade José Varela, está se tornando rara e pode desaparecer do cenário macauense. O corte de verbas e pessoal, patrocinado pelo governo municipal, está obrigando as mulheres macauenses a procurarem Açu ou João Câmara na hora de parir. Muitas estão dando à luz dentro de automóveis.


Comentário por Maurus Otavio Santos — 2 de maio de 2006 (15:11)
Muito oportuna a preocupação. E são os filhos legÃtimos, quem devem tomar conta de seu Macau. Sou partidário de que tudo , com uma argumentação desprovida de desejos pessoais, é possÃvel de solução, a bem da coletividade.